Neurons Hammer "Martelando os Neuróneos" Nestes blogs, além dos assuntos relacionados com a minha vida privada, encontro também, espaço para tecer reflexões de vida, de interesse social, criticando e sugerindo soluções para o País

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Fev 15

As Águas do Nkobe. Como solucionar o problema das inundações no Bairro Municipal de Nkobe? É difícil achar uma solução imediata para a situação do Bairro Municipal de Nkobe. A solução só pode ser a medio e longo prazo. O Bairro Municipal de Nkobe assenta-se num espaço cujo lençol freático encontra-se muito próximo a superfície terrestre, factor esse que faz com que na época chuvosa as águas superficiais resultantes da queda das chuvas não sejam absorvidas na totalidade devido a saturação do solo. O solo predominante no Bairro Municipal de Nkobe é do tipo semipermeável, factor esse que com a expansão da urbanização, devido a maior procura de espaços habitacionais, fez com que o solo fosse batido dificultando, desse modo a infiltração da água no solo. Outrossim, as construções habitacionais e outras infraestruturas foram concebidas e construídas sem contar com as valas de drenagens para a canalização das águas das chuvas. Assim sendo, ocorre-me a ideia possível de solucionar o problema das inundações no Bairro Municipal de Nkobe a qual poderá se executada em duas modalidades: Abertura de uma vala maior de drenagem, a principal, e seus pequenos braços ou afluentes partindo de diversos pontos residenciais do Bairro, canalizando as suas águas ao vale principal. Construção de uma Albufeira ou Lago Artificial no actual Campo Águias para permitir a concentração das águas e sua reutilização associada às várias perfurações numa das zonas periféricas da Albufeira Municipal de Nkobe para abastecimento de água potável aos bairros municipal da Matola inclusive os do Município de Maputo conforme o aperfeiçoamento do projecto. A construção da Albufeira Municipal de Nkobe seria no sentido de promover um projecto ligado a aquacultura e a construção de uma vala de drenagem das águas das chuvas partindo das mediações entre a vila de CMC-Nkobe e Futuras instalações de Centro de Saúde de Nkobe em direcção à Campo Águias associada aos seus pequenos vales vindos de diversos pontos do Bairro Municipal de Nkobe, servindo-o de afluentes, seria no sentido de permitir o escoamento das águas das chuvas que tem assolado os residentes desse bairro à Albufeira Municipal de Nkobe (AMN). Num dos lados periféricos da AMN, far-se-á perfurações de água para abastecer as duas grandes cidades do sul de Moçambique: Maputo e Matola em detrimento do consumo das águas do rio Umbeluzi, no distrito de Boane ou Namaacha. De referir que as águas subterrâneas de Nkobe são autenticamente minerais, nítidas, doces e apropriadas para o consumo domestico, industrial, prática de desporto, bem como para irrigação dos campos, etc. Com uma boa implementação destes projectos não pequenos e nem baratos, num prazo estimado de 25 a 50 (vinte e cinco a cinquenta) anos essas águas não poderão superabundar no bairro e a actividade económica resultante da prática de aquacultura e do abastecimento da água extraída das periferias da Albufeira Municipal de Nkobe, seja ela subterrânea ou do próprio lago artificial se assim se entender, com o devido tratamento, poderá encaixar muito dinheiro na empresa responsável exploração desse precioso líquido, seja ela publica ou privada ou público-privada mas na minha óptica seria muito pertinente que fosse publica ou público-privada para que as cobranças caíssem na sua maior parte na conta do Estado ou do governo local (municipal). Quanto as valas de drenagem seria viável pautar pelo modelo da Vila Olímpica e Estado Nacional de Zimpeto, profundas e tampadas por cima com condições favoráveis a sua manutenção. Na minha visão, a largura da vala principal, podia no mínimo ter 3m (três metros) e uma profundidade mínima de 2m (dois metros) para permitir o escoamento e manutenção da mesma e as pequenas com 1m (um metro) de profundidade e de largura. As estradas ou ruas sugeria que tivessem um plano inclinado, côncavo ou convexo para facilitar o deslizamento da água, havendo canais que desaguam nas pequenas valas e ou vala principal. A execução desses projectos: abertura da vala principal de drenagem, construção da albufeira ou lago artificial no actual espaço de Campo Águias, poderá culminar com a deslocação de muitos moradores para cederem a implementação dos mesmos. Pensei na albufeira porque perto de Nkobe não pude localizar um rio onde a vala principal pudesse desaguar as suas águas o qual por sua vez canalizaria essas águas ao Oceano Índico. Conforme explanado, o projecto é caro mas rentável. Mediante essa situação toda, no dia 16 de Fevereiro de 2015, segunda-feira, nosso primeiro dia de aulas na Universidade Eduardo Mondlane, conversando com Artilde Nhabete, meu colega, também residente no Bairro Nkobe, precisamente perto do Campo de Águias Especiais, depois termo-nos debruçado de vários outros assuntos, achei oportuno partilhar com ele as minhas ideias apresentadas nos parágrafos anteriores de modo que juntos pudéssemos encontrar uma solução possível para as inundações do nosso bairro. Foi nesse momento que o meu colega e amigo Artilde, apreciou positivamente as minhas ideias acrescentado que, “no tocante a ideia de se construir uma albufeira como tu dizes, essa tal não devia limitar-se como local de concentração de águas, mas sim um lugar de concentração das águas vindas de diversos pontos de Nkobe e por sua vez serem reconduzidas para um rio situado mais próximo” e que esse rio, segundo ele, provavelmente estaria situado naquelas bandas de Matola Gare. Achei relevante a contribuição dele. Lembro-me que, discutindo comigo mesmo (reflectindo) sobre este assunto, havia pensado numa possibilidade de descartar a construção de um lago artificial mas sim, validar a ideia da abertura e construção da vala principal de drenagem, passando de Campo Águias, ao encontro da actual Estrada Circular de Maputo, lá para as zonas de Madeira, onde por sua vez seguiria as beiras da estrada, em direcção ao Vale ou rio do Infulene no Zimpeto, para lançar as suas águas. O meu colega Nhabete, apreciou positivamente a ideia inclusive a possibilidade de ele vir a ser evacuado para dar lugar a realização desses projectos. Esta é uma opinião que para aqueles que detem poderes, poderá ter pernas para andar, sendo que, disponibilizo esta minha ideia para o bem da maioria se junto daqueles que respondem pela governação, tanto municipal ou estatal, queiram tirar proveito dela, enriquecendo-a cada vez mais, com muitas informações indispensáveis para que ela deixa de ser apenas uma opinião e materialize-se como um projecto acabado para beneficiar a todos os moradores do Bairro Municipal de Nkobe. Júlio Khosa

publicado por Julio Khosa às 18:05

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