Neurons Hammer "Martelando os Neuróneos" Nestes blogs, além dos assuntos relacionados com a minha vida privada, encontro também, espaço para tecer reflexões de vida, de interesse social, criticando e sugerindo soluções para o País

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Jun 14
Na história de Moçambique, falar de Eduardo Mondlane é falar da unidade nacional pois, este diante de um cenário da luta de libertação nacional em que se encontravam posicionados várias frentes, defendendo uma de cada a libertação parcial de Moçambique, conseguiu consciencializá-las a tomar uma única posição que seria da unificação com o intuito de lutar juntos de modo que pudessem libertar o país na sua totalidade do regime fascista colonial português, culminando essa resolução com o surgimento da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). Reza a história que Mondlane até década sessenta era Doutor, vivia nos Estados Unidos da América (EUA) e trabalhava para a Organização das Nações Unidas (ONU) como enviado para os assuntos africanos.

Os camaradas apelidaram Mondlane de Arquitecto da Unidade Nacional. Os ideais de Mondlane vistos nessa prisma, encontram o seu enquadramento na Constituição da República de Moçambique (CRM), na b) do art. no. 11 que fala da “consolidação da unidade nacional”. Mondlane defendia a Unidade nacional mas os actuais sucessores não se identificam com os seus ideais pois estes promovem ideologias separatistas semelhantes aos dos primeiros movimentos que somente se preocupavam em libertar uma parcela do país.

Conforme o no art. no. 8 da nossa Constituição da República (CRM), “a República de Moçambique é um Estado unitário, que respeita na sua organização os princípios da autonomia das autarquias locais”. Estes dizeres, bem interpretados apresentam um mensagem muito forte que bem implementada não haveria, hoje, espaço para a divisão dos moçambicanos.

Acrescentando a esse raciocínio, o art. 35 da CRM, falando do princípio da universalidade e igualidade refere que “todos os cidadãos são iguais perante a lei, gozam dos mesmos direitos e estão sujeitos aos mesmos deveres, independentemente da cor, raça, sexo, origem étnica, lugar de nascimento, religião, grau de instrução, posição social, estado
civil dos pais, profissão ou opção política”. O que monstra claramente que os predecessores líderes dos actuais camaradas tinham uma visão universalista e de unidade nacional. Facto curioso é que actualmente, os seguidores de Eduardo Mondlane e de Samora Machel abandonaram totalmente o espírito de boa governação e de unidade nacional, pautam pelo divisionismo e logo não se identificam com Mondlane nem reflectem o “bom” espírito de Samora Machel, de unificar o país sendo o principal instrumento a lingua oficial portuguesa, art. no. 10, devido a diversidade cultural e múltiplas linguas nacionais.

Perante esse divisionismo, verifica-se actualmente no nosso país a violação da legislação que rege a conduta de boa governação e relacionamento mútuo e respeitoso dos moçambicanos da parte dos camaradas. O art. 39 da CRM, falando de actos contrárioa a unidade nacional, deixa claramente que “todos os actos visando atentar contra a unidade nacional, prejudicar a harmonia social, criar divisionismo, situações de privilégio ou discriminação com base na cor, raça, sexo, origem étnica, lugar de nascimento, religião, grau de instrução, posição social, condição física ou mental, estado civil dos pais, profissão ou opção política, são punidos nos termos da lei”, mas em contrapartida, os maires praticantes disso são eles, os camaradas, que considerando-se libertadores da pátria acham-se donos dela e consequentemente os patrões que criam e impõe as leis para serem cumpridas pelos terceiros em detrimento do cumprimento igual para todos os cidadãos conforme os artigos supramencionados.

Ainda nessa senda da CRM, o no. 1 do art. 5, falando da nacionalidade moçambicana defende que “a nacionalidade moçambicana pode ser originária ou adquirida”. Portanto, os camaradas esquecem-se diste pressuposto legal, descriminando os outros em termos de cor ou filiação partidária. O que me espanta é que nos pleitos eleitorais transatos, os camaradas constuiam a quase maioria absoluta na Assembleia da República, factor esse que me leva acrer que a actual Constituição da República, a sua aprovação e promulgação deveu-se ao apoio deles. Portanto, isso leva-me a acreditar que com o cenário actual que se vive no país as leis só servem para corrigir e punir os infractores que não sejam filiados ao partido de batuque e maçaroca!

Posto tudo ísso, acrescentando a problemática do actual conflito político militar que na optica de Afonso Dlhackama, líder da RENAMO, é entre FRELIMO e RENAMO e não entre o governo e a RENAMO, torna-se muito difícil para os menos visionários identificar quem é o verdadeiro “bandido” entre os dois. Mas para mim, que sou apologista da Unidade Nacional, o maior provocador é a FRELIMO pois, este abusa do poder, partidariza o Estado, aglutina os poderes confusionando os moçambicanos quando se trata de identidade de o que é o quê. As pessos por indução dos camaradas já não sabem separar o governo do Estado, já não sabem separar a FRELIMO do governo, para elas tudo é igual. Esse fenómino complica o envolvimento dos moçambicanos nos processos do execrício da democracia em cumprimento do art. no. da CRM que fala da República de Moçambique como sendo “um Estado independente, soberano, democrático e de justiça social”.

Para mim, a RENAMO é rebélde porque a FRELIMO a instrumentaliza para perpetuar-se no poder. Durante 20 anos de AGP, a renamo ficou quieta, não havia guerra nem insegurança devido a sua actuação. Mas com o andar do tempo, os renamitas, na qualidade de moçambicanos excluidos no processo de governação do país, foram descobrindo que o AGP era uma fantochada e decidiram renegociá-lo, que na visão dos frelimistas isso constituia um absurdo pois o Acordo Geral de Paz não era um umdocumento legal que devia nortear a vida dos moçambicanos. Quem tem visão consegue ver, aqui, quem é o manhoso.

Surgiu o MDM em 2009, ganhando parcialmente as eleições, com uma visão idéntica a de Eudardo Mondlane, de Unidade Nacional, com o seu Moçambique para Todos, sacudindo os camaradas de tal maneira que ao invés de se sentirem ameaçados com a RENAMO, vão se preocupar com o seu futuro na governação devido a actuação deste jovem partido prometedor, que advoga a separação de poderes, a inlusão, um Moçambique verdadeiramente unido, a despartidarização do Estado, a actuação democrática dos moçambicanos no exercício da sua soberania como ilustrado no art. no. 1 da CRM. Os camaradas defendem o poder cegamente e que são capazes de usar todas as artimanhas contrárias a legislação em vigor no nosso país para se perpetuarem no poder. Eles não olham para a razão, cegam até mesmo os intelectuais especializados em vários campos do saber que podiam contribuir para o desenvolvimento do país, impedindo-lhes a liberdade de acesso a informação e de expressão.

Moçambique é para todos. Defendo o cumprimento dos art. 1, 35 e 39 da CRM. Moçambique é de todo aquele que por lei é reconhecido a nacionalidade moçambicana. Hoje, vendo as suas expectativas goradas no tocante a recuperação do município da Beira para a sua gestão, sabendo que o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o qual está sob a sua gestão, o seu poder está na “palavra ou verbo” os camaradas vão abusar do poder e da sua maioria absoluta no parlamento para tomar decisões absurdas que vão culminar com a divisão do Conselho Municipal da Cidade da Beira, que futuramente isso poderá dar origem a um novo distrito, o qual estará sob a gestão Estatal, reduzindo o municipio da Beira para seis bairros, sendo alguns dos bairros a desanexar os que o MDM detêm maior aceitação, isto é, maior popularidade, conforme o jornal O país do dia 18 de Junho de 2014, online. http://opais.sapo.mz/index.php/sociedade/45-sociedade/29868-a-beira-da-divisao.html. essa situação poderá impedir o crescimento do Município da Beirra. Em contrapartida, a Cidade de Maputo, para poder se estender mais ainda, chegou-se ao ponto de integrar os distritos distantes Katembe e Kanyaka para a gestão municipal. e a Beira, capital do centro senão a 2a capiotal do país, querem lhe impedir o crescimento? estranho! Interesse de uma minoria egocéntrica e separatista do nosso país.

Esse cenário protagonizado pelos camaradas via partidarização do Estado, leva-nos a crer que a RENAMO tem razão, pois muitos acordos no Centro de Conferência Joaquim Chissano, foram alcançados entre a FRELIMO e RENAMO devido ao medo de ataques protagonizados por ambos na zona centro do país, culminando com a morte de dezenas de civís e centenas de militares inocentes nessa matéria. São nossos irmãos a serem usados como escudos para defenderem interesses de uma minoria ignorante e insensível quanto a confraternização com o povo moçambicano. O bandido, vê-se pelas suas obras malígnas.
publicado por Julio Khosa às 15:57

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