Neurons Hammer "Martelando os Neuróneos" Nestes blogs, além dos assuntos relacionados com a minha vida privada, encontro também, espaço para tecer reflexões de vida, de interesse social, criticando e sugerindo soluções para o País

08
Out 13
Fazendo uma retrospectiva sobre àquilo que foi o comportamento dos parlamentares a nível nacional (Moçambique), pode-se concluir que, com o surgimento do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) houve uma mudança crescente no parlamento moçambicano. No passado era normal os deputados das duas bancadas parlamentares, em plena sensão parlamentar tocarem batuques, apitos, brigarem e ainda atacarem-se um ao outro com discursos pejorativos e belicistas, que se afastavam da discussão dos assuntos do interesse do povo moçambicano. O ambiente no parlamento dos três primeiros quinquénios do regime multipartidário da jovem democracia nacional entre a Frente de Libertação de Moçammbique (FRELIMO) e a Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO) não era agradável nem era construtivo. Era notório que ambas bancadas não defendiam assuntos do interesse do povo mas sim, os seus (partidários).

A roptura que houve na Beira com a saida de Devis Simango da RENAMO União Eleitoral, devido ao seu afastamento pelo líder da "perdiz", Afonso Dlhakama, culminou com a Revolução 28 de Março de 2008, naqual os beirenses apoivam a candidatura independente de Davis Simango como candidato às presidênciais do Município da Beira no qual saiu vitorioso derotando Manuel Pereira da RENAMO e Bulha da FRELIMO. Com o andar do tempo isso suscitou o nascimento do MDM, no qual Simango se torna presidente, recebendo apoio de muitos moçambicanos que já tinham sede de uma alternativa política para dar resposta às inquietações de muitos que não pensavam mais em se fazer às urnas para eleger o partido e o candidato que iriam nortear o curso da história do município bem como do país devido à falta de credibilidade para com as candidaturas da FRELIMO e RENAMO.

O ano 2009 que é marcado com o surgimento do MDM e a sua estreia nos pleitos eleitorais, abriu uma nova página na vida dos moçambicanos. Esse acontecimento alimentou e dispertou maiores expectativas, medo, terror e muitos outros sentimentos no seio dos moçambicanos. Alguns ficaram cheios de esperança mas há quem não se sentiu a vontade com a chegada do "galo". O canto do "galo" mexeu com várias sensibilidades o que se fez notar com a exclusão do "cocorico" em sete províncias do país deixando o candidato sozinho, ombreado com o presidente da FRELIMO, Armando Guebuza junto com o líder da RENAMO, Afonso Dlhakama no jogo mais conhecido da Comissão Nacional de Eleições (CNE), envolvendo o nome do ex-presidente do CNE, Leopoldo da Costa na polémica.

Bem, o importante não é o historial aqui exposto, mas sim, o como as coisas actualmente estão acontecendo no parlamento moçambicano com a constituição dos 8 deputados do MDM numa terceira bancada da AR. De 2010 para cá não se houve toca nenhum apito, nem insultos, mas sim, a "perdiz" que, como sempre, a sua característica é da touca e belicista, continua à querer ombrear com o seu congénero "batuque e maçaroca" na tentativa de devorar a maçaroca mas como a maçaroca e dura, a "perdiz" continua morrendo de fome que talvéz o "galo" de tanto conviver no ambiente doméstico, tornando-se mais sábio, saberá como devorar a maçaroca... é o que todo o mundo espera para ver. A RENAMO como o próprio nome diz, "resistente", recusa a mudança, tudo o que a FRELIMO ou MDM diz para ele não é correcto, chumba tudo o que se discute na Assembleia da República (AR). Em contrapartoda, o MDM, "movimento de intelectuais" sabe discernir o que é bom e o que é mau, podendo aprovar em conjunto com a FRELIMO o que é do bem do povo e repudiar o que não é conforme a lei.

Ultimamente, vemos a RENAMO comportando-se como quem não tem horizonte definido, contradizendo-se nos seus discursos belicistas a espera de ver se a FRELIMO continua a discursar de moto também belicista. A FRELIMO como é conhecida, coposta de duas alas, de intelectuais e belicistas como acontece também com a RENAMO, tem sido inteligente, sabe dar ouvido aos seus intelectuais e sabe se adaptar ao tempo e ao ambiente roubando todos os projectos do MDM pondo-os em prática antes que este ascenda ao pódio para implementá-las enquanto que a RENAMO, passa todo o verão a cantar como na estória da cigara, a FRELIMO traça estratégias que no meu entender vão levar a RENAMO ao desaparecimento como está acontecendo com a UNITA e MPLA em Angola. A RENAMO está chegando no seu termo e a FRELIMO vendo o benefícios que o MDM trás como oposição, vê nele um adversário ameaçador mas que vale apenas tê-lo como um mal necessário para a edificação do país.

Com o MDM a FRELIMO cresceu muito de 2010 para cá. Se a RENAMO tivesse contribuido como o MDM tem feito como oposição, o país estaria muito longe. O MDM não espera somente a sua vez de ascender ao poder para dar sugestões de como as coisas devem ser, antes de lá chegar mostra à FRELIMO o que vai fazer quando chegar a sua vez, o que é benéfico e produtivo para a mioria (o povo), e isso é o que faz com que a FRELIMO tenha medo, terror do MDM. O MDM não tem militares (belicistas) só tem militantes(membros e simpatizantes), não sustenta discursos bélicos mas sim, democráticos e a verdadeira democracia, a "democracia participativa" e não "representativa" como acontece até agora em que os partidos políticos simulam estarem a representar o povo quando na verdade sustentam os seus interesses ( do partidos).

O MDM está mais que claro que é uma alternativa política para os moçambicanos. Não promete guerra mas sim a paz que até agora,21anos de AGP e 38 anos de independência, não existe, somente existe nos discursos falaciosos dos Frelimistas. A paz começa em cada indivíduo e a soma da paz individual (dum moçambicano) é que vai resultar na paz colectiva (de todos osmoçambicanos). Como é que pode haver paz havendo inquietação, pobreza, corrupção, exclusão, descriminação em termos de cor partidário???

O MDM na sua lideramça aposta maioritarimente em pessoas letradas para exporem os seus conhecimentos científicos ao serviço do povo, fazeendo o uso racional do poder inclusivo para o bem de todos os moçambicanos. Muitos tem medo, dizem que se o MDM for a ganhar as eleições vai desempregar muitos no aparelho de Estado. Isso é falácia, discurso enganoso. Não é verdade. Espero que todos sejamos consciente sobre a diferença que existe entre Estado e Governo. O governo é eleito e o Estado sempre existiu e existirá. Os governos podem ser distituidos do poder mas o Estado não. Nós (o povo) somos os patrões, o Estado é a empresa composta por toda a maquinaria e tudo o que é necessário para o seu funcionamento e os governantes são os nossos empregados e eles devem-nos prestar contas. Ou melhor, podemos comparar os governantes a um motorista do "chapa" e o "chapa" ao Estado e o dono do "chapa" ao povo. O que acontece é que o povo só sabe eleger (empregar) mas não sabe cobrar os resultados da produção ou receitas (informe dos governantes). Quando um empregado não cumpre com os seus deveres, é exortado o máximo possível mas se nem com isso não mudar de atitude, é demitido (mudar de governo).

Como os políticos são espertos, não apetrecham a educação para as pessoas poderem ver, se não isso constitua-lhes uma ameaça. Nos paises em que o índice de analfabetismo é maior, poucas são as vozes que dizem "abaixa" o regime X ou Y. são poucos os que reivindicam os seus direitos porque mem os conhecem. Só há "Yes Mens". como também, há consequências não boas, não há desenvolvimento em quase todas as áreas.

Portanto, é bom que haja mudança no país e que os interesses singulares sejam substituidos pelos interesses colectivos, que a subjectividade seja sustituida pela objectividade, que o Estado torne a ser considerado "bem" do povo e não de um grupinho de cidadãos. Que a RENAMO deixe de prometer voltar para a guerra porque com a FRELIMO ela não vai aguentar, só irá conhecer o seu fim. Na SADC (Africa Austral) não há espaço para a guerra. Pior com os investimentos que estão em curso no país, não haverá nenhuma multinacional que vai apostar em apoiar a RENAMO para depois saquear ou pilhar os nossos recursos, nem o norte-americano que é conhecido como caçador do "ouro negro", petróleo, desta vez não terá como nos atacar porque nós não produzimos armamentos para se desculpar deles. Com os discursos belicista a "perdiz" só está a aumentar a perda do eleitorado, cavando a sua própria cova. A FRELIMO que deixe de egoismo, corrupção, ganáncia, exclusão, descriminação em termos de cor partidária, a partidarização do Estado. O MDM que seja sempre construtivo e claro nos seus objectivos, sem espírito vingativo, com um projecto inclusivo e exclusivo para todos os moçambicanos, como conselheiro do Estado, democrático, atento às estratégias dos seus adversários e com um "Moçambique para todos", preparando-se para tomar o pódio e ser exemplar na África Austral, olhando para a FRELIMO como um partido maduro, manhoso, estratego, e um adversário muito forte que apesar das suas ambições sabe se adaptar com facilidade as novas realidades, de modo que a sua governação no momente exacto não seja uma vergonha mas sim, que seja um modelo, vitoria e glória.

Moçambique é nosso país. Queremos governantes que se preocupam com nosco e jamais aqueles que não nos querem ver no auge. Nós queremos sonhar e continuar a sonharmos mais como muitos outros povos e paises economicamente desenvolvidos. Com as riquezas naturais que o país possui, queremos que a distribuição de renda seja equitativa conforme os critérios estabelecidos pela lei - acesso ao emprego - e não darem mais prioridade aos estrangeiros em relação aos nacionais. Queremos que a "coisa pública" seja bem gerida e não para fins obscuros. Só assim é que a paz reinará, será preservado e durará para sempre na vida dos moçambicanos.
publicado por Julio Khosa às 16:05

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