Neurons Hammer "Martelando os Neuróneos" Nestes blogs, além dos assuntos relacionados com a minha vida privada, encontro também, espaço para tecer reflexões de vida, de interesse social, criticando e sugerindo soluções para o País

30
Mar 15

Aqui se faz, aqui se paga camarada Guebuza – diz o editorial de Dossiers & factos. Dez anos passaram de engolir sapos. Ninguém tinha voz! O silêncio dominava o povo moçambicano! Dez anos de “Yes Man’s”. Dez anos dos “Apóstolos da Desgraça”. Ontem, 29 de Marco de 2015, com a queda de Armando Guebuza da presidência do partido dos camaradas, os quais o destino dos moçambicanos encontram-se reféns das suas decisões por ser o partido que foi considerado vencedor das eleições presidenciais, legislativas e provinciais de 15 de Outubro de 2014 pelo STAE, CNE e por fim pelo Conselho Constitucional, num ambiente político conturbado devido a má actuação daqueles órgãos eleitorais em detrimento da transparência do processo, o país alcançou mais uma independência. Não obstante, reconhecendo ou não os resultados eleitorais, lá está instituído o novo governo, com Filipe Nyusi a tentar mostrar prontidão para imprimir uma nova dinâmica na gestão da coisa pública que é o Estado. O ex-presidente da República ora ex-presidente da Frelimo, Armando Guebuza, é acusado por ter abusado demasiado do poder que exercia até a altura em que do mesmo foi destituído. Outrossim, embora afastado da presidência da República, continuando a promover a bicefalia do poder no comando da sua agremiação política, tentou ofuscar a governação do actual governo de Filipe Nyusi o qual pelo é visto pelo povo como sendo o homem de paz. “Na minha cabeça só cabe a paz, paz, paz” Filipe Nyisi – enfatizando o seu estilo de governação baseado em diálogo e debate que inclui a todos os moçambicanos na gestão dos assuntos do país, em detrimento do carácter guebuzino que promovia o recurso a guerra contra a Renamo e Afonso Dlhakama, ceifando desse modo vidas de milhares de moçambicanos. Guebuza, astuto e intolerante, arrogante, ambicioso e egoísta, escangalhou bastante a unidade nacional. Corajosos foram os Hunguanas, Rebelos, Chipandes, De Abreus e outros, que se atreveram a mexer com o intocável temido pelos seus correligionários assim como pelo resto do povo moçambicano devido ao seu carácter de recurso a violência. No seu regime de governo, Guebuza perdeu a oportunidade de ouvir os seus correligionários, os Professores Doutores de diversos campos de conhecimentos científicos, outros partidos políticos, as Mídias, organizações da sociedade civil e o povo moçambicano em geral sobre como devia gerir os assuntos do país pois a Constituição bem diz nos seus números 1 e 2 do artigo 2 que “a soberania reside no povo e o povo moçambicano exerce a soberania segundo as formas fixadas na Constituição”. Guebuza enganou-se bastante pois intimidava as pessoas, transformando-as em “Yes Man’s”. Nada negavam como diz Alcinda de Abreu na sua intervenção: os camaradas tem medo de si camarada presidente e falam nos corredores, o que não é bom” – Dossiers & Factos de 30 de Março de 2015. Tudo aceitavam mas ele nada estranhava. Estava rodeada por intelectuais que devido ao seu modo de gestão, nada podiam dizer senão aplaudir o desastre. Não respeitou a lei. Achou-se dono do país, dono do partido! A função pública foi totalmente partidarizada. As Mídias moçambicanas foi silenciada! Intelectuais arquivara os resultados das suas investigações científicas os quais podia alavancar o desenvolvimento do país por temerem represálias. Houve uma perseguição política e descriminação de vária ordem. A justiça ficou cada vez mais morosa e ofuscada pela má actuação da polícia e falta de seriedade na tramitação de processos. Há quem por medo chegou a aplaudir a governação de Guebas como se ela tivesse sido boa! Neste momento penso que o mesmo não assume a mesma posição. A nação foi forcada a desaguar num inferno apoiado pelos “apóstolos da desgraça”, o G40. Nem a tudo devemos dizer SIM. O NÃO também é uma resposta positiva. Parabéns aos que poderam ganhar coragem de derrubar Guebuza. Já estávamos cem por cento sacturados pela má actuação dele. Já se tornava num deus de Moçambique. Com Nyusi no poder, os nossos sonhos encontram-se reactivados, tornamo-nos cada vez mais esperançados, alegres, livres e independentes. Com Nyusi na presidência do partido dele e na presidência da República de Moçambique, encontramos o espaço de cobrar o cumprimento do seu manifesto eleitoral. Esperamos também a vitalização dos ministérios chaves que poderão alavancar o desenvolvimento do país, fazendo-se sentir na vida de cada moçambicano. A educação, a Justiça, a Saúde, o Trabalho, a Defesa e Segurança, etc. Fim do Inferno! JK

publicado por Julio Khosa às 18:22

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